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Catarino's FotoPage
Dizem que uma imagem vale por mil palavras... Mas que mil palavras poderiam ser essas? E assim tornei-me um caçador de palavras.
By: A M Catarino

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Saturday, 2-Oct-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
ANFITEATRO

 
Aqui sinto-me verdadeiramente pequeno…
Talvez nunca tenhas abandonado o patamar inferior.
Este é o grande anfiteatro universal.
Ou a grande arena cósmica.
Sinto-me como se pisasse o palco das emoções humanas…
E que emoções são essas?
Sei lá… euforia, tristeza, paixão, ódio… tantas…
Tantas, mas tão poucas.
Pouco é não conhecer a voz do nosso coração.
O teu coração traiu-te sempre que teve oportunidade.
Porque me odeias?
Eu não te odeio.
Desprezas-me?
Nada tenho contra ti.
Então porque me tentas?
Seria sórdido da minha parte não o fazer.
Corrompes-me a alma…
O horror esconde-se na paz e na serenidade.
Eu não escolhi a tua companhia.
Eu não sei o que é escolher.
Despedaças-me.
Não me permitirei ao luxo da compaixão.
Partirás um dia?
Se a minha missão estiver cumprida.
Qual é a tua missão?
Está escrita a fogo no fundo da tua mente.
Desconheço essas palavras.
Olha para a tua vida e descobre-as nas entrelinhas.
Odeio-te.
Odeias-te a ti próprio.
Cala-te.
Só tu me podes calar.
Cala-te!
Só tu me podes calar.

This is a natural rock formation, 400 metters high, in Portugal just near a city called Porto de Mós. Nice, insn't it? Sat 2-Oct-2004 16:00
Posted by:A M Catarino  - [Link]
Tive o prazer de passear por esta serra e amei, que paisagem fantastica...que calma, que descanso, simplesmente divinal Sun 3-Oct-2004 23:49
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
Li e voltei a ler, vi e voltei a ver...os meus sinceros parabéns Sun 3-Oct-2004 23:54
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
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Friday, 1-Oct-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Pena

 
Ele e ela caminhavam pelo areal.

Em silêncio ouviam-se melhor.

Então, decidido, ele estacou o passo, voltou-se para ela e disse:

- O meu pai e a minha mãe passaram grande parte do casamento deles a discutir. Quase arrisco dizer que, a partir de certa altura, discutir se tornou o desporto deles. Recordo-me, por exemplo, de estar deitado na minha cama e ouvi-los a discutir qual deles iria morrer primeiro. A minha mãe a gritar “Tu hás-de ser a minha morte! Hás-de dar cabo de mim!” E o meu pai a responder “Não, tu é que hás-de ser a minha morte. Eu hei-de morrer primeiro, por tua causa! Tu é que hás-de enterrar-me!” E a minha mãe “Não, eu é que vou morrer primeiro!” E o meu pai “Eu é que vou morrer primeiro!”O meu pai ganhou. Ele morreu primeiro. A minha mãe morreu alguns anos mais tarde, sem nunca se ter refeito completamente do fracasso dum casamento que lhe arruinou a vida.

Ela replicou sem o olhar nos olhos:

- Lamento. Mas eu não quero morrer nem antes nem depois de ti, queria simplesmente viver ao teu lado.

- Querias? Porquê o pretérito imperfeito?

- Porque já não sei… Começo a ter a sensação de que a nossa relação não é mais do que efectivamente um pretérito imperfeito.

Ele deixou pender a cabeça. E, ou por estar a olhar para o chão, ou por experimentar grande dificuldade no que dizia, as palavras sumiram-se nos ouvidos dela:

- Sei que viver comigo não tem sido fácil, mas, acredita, eu amo-te… Eu amo-te verdadeiramente…

Ela fixou-o nos olhos:

- Eu também costumava dizer que não tinha medo do escuro, mas, no meu íntimo, a escuridão apavorava-me. Ainda hoje, quando tu estás a trabalhar fora, não consigo dormir sem uma lâmpada acesa. O escuro e a solidão são uma combinação fatal. E tu és a solidão e eu a escuridão.

- Eu sou a solidão?

- Nunca me consigo sentir verdadeiramente acompanhada quando tu estás comigo. Tu tornaste-te simplesmente no meu espanta espíritos contra o fantasma da escuridão e eu sou o caçador de sonhos a que tu recorres para expulsar o pesadelo da solidão.

O silêncio estendeu uma cortina invisível entre ele e ela. Ela foi a primeira a afastá-la com as palavras:

- Temos que decidir se continuamos a viver juntos ou se é aqui que os nossos destinos se separam.

Ele espreitou também para além da cortina com as palavras:

- E temos de decidir agora?

Ela repôs a cortina com um murmúrio quase inaudível:

- Sim.

Ele sentou-se na areia, a olhar para os indolentes avanços e recuos das ondas ao sabor da maré.
Sentiu lágrimas a crescer dentro de si, como ondas sem regresso, que desertassem daquele instante e não dele próprio.
Olhou para o chão e, num sorriso enigmaticamente mal desenhado, comentou.

- É uma pena…

É uma pena... como todas as penas que nos penam a vida...
Mas, a foto e o texto, como sempre, simplesmente fantásticos!
Fri 1-Oct-2004 04:15
Posted by:Herzog  - [Link]
Great shot. I always see feathers lyin around, maybe sometime I'll shoot 'em too. Fri 1-Oct-2004 06:48
Posted by:dottedstripes  - [Link]
good work a.m. Fri 1-Oct-2004 14:11
Posted by:mark  - [Link]
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Saturday, 25-Sep-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Eco

 
 
 
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Pedro e Inês…

Os amantes eternos…

A história de amor perfeita: arrebatadoramente maior que a vida e com o final dramaticamente infeliz que nem a mais maquiavélica das mentes poderia alguma vez maquinar.

Pedro e Inês…

O tempo passou por eles, implacável e imperturbável – por um momento desenhou um círculo em volta deles, marcou-os e seguiu.

……………………………………………………………………………………………........................................................

Na minha cabeça ouço o ruído de papel a ser rasgado – cortando a centenária paz destas velhas paredes, ampliando-se e perpetuando-se através dum eco sinistro que só este local proporcionaria.

Sempre que me lembro do nosso último encontro e das palavras que então trocámos, ouço o ruído de papel a ser rasgado.

Na minha cabeça ouço o ruído de papel a ser rasgado (uma folha de papel rasgada por ti), como se rasgassem a bandeira dum país amaldiçoado, eu dum lado, tu do outro – amaldiçoados pelas leis dos homens e de Deus: para sempre apartados.

O tempo passou por nós, implacável e imperturbável – por um momento desenhou um círculo fora de nós, marcou-nos e seguiu.

.........................................................................................................................................................

Eu não sou uma folha de papel, eu não sou uma folha de papel.

Que conjunto! Não necessita de comentários, ainda mais quando se conhe o local. Sun 26-Sep-2004 20:03
Posted by:Luis Vieira lfvieira@mail.telepac.pt  - [Link]
Beautifully serene shots!! Sun 26-Sep-2004 22:42
Posted by:Steve Troy  - [Link]
Amei o mosteiro...senti-me tão confortável, adorei tudo o que vi, adorei a obra, adorei Alcobaça...Só pensei em voltar atrás no tempo e viver naquele tempo, naquele local. Divinal! Mon 4-Oct-2004 00:04
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
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Wednesday, 22-Sep-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Desmarcação

 
As pessoas são como balões coloridos.

Cor. Movimento. Plenitude.

Eu sou um balão negro a bailar aos caprichos do momento e do acaso.

Estou a mover-me, estou a subir, estou a cair.

Estou a dar um passo em falso para o meio do nada.

Nada me prende, nada me agarra, nada me segura.

Estou a pairar, não tenho peso.

Eu sou um joguete nas mãos do destino.

Eu sou eu, eu sou toda a gente, eu sou Deus.

Estou a flutuar, estou a levantar, estou a voar.

Estou a subir, a subir, subir.

Eu vou rebentar.

Tue 21-Sep-2004 23:26
Posted by:mark  - [Link]
Great photo! Wed 22-Sep-2004 00:21
Posted by:Steve Troy  - [Link]
Wed 22-Sep-2004 18:30
Posted by:Herzog  - [Link]
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Sunday, 12-Sep-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Selo

 
Guardo esta imagem como selo da carta que não me decido a enviar-te.
Uma imagem à imagem da minha vida.
Cinzenta, inóspita, estéril – como é a minha vida sem ti.

Sabes que eu sei o teu nome – e ele sabe a mel dentro da minha boca.

Tu também sabes o meu nome.

Já ouviste pessoas a chamar-me, lá na cantina da escola. Foi por essa via, de resto, que eu fiquei a saber o teu nome.

Gostava que soubesses como senti a tua falta durante as férias do verão, enquanto a escola esteve fechada.
Não te pude ver durante todo aquele tempo…
Mas agora voltaste…
E eu sei que tão cedo não voltas a partir…
Ainda falta um ano para a escola encerrar novamente para férias de verão.
Até lá, pode ser que eu me decida a escrever-te finalmente a tal carta que ando sempre a redigir mentalmente.

Pode-se entregar uma carta através de palavras?
Chegar ao pé duma pessoa a meio dum intervalo e dizer-lhe o que está escrito na carta que ainda agora fui colocar no marco do correio das minhas intenções?
Não sei, não sei…
De qualquer forma não tenho o teu endereço e desconheço o código postal para o teu coração.
Só tenho um selo, para colar com a minha saliva à boca que talvez estremeça com as palavras que eu lhe quero confiar.

O ideal era eu ter o teu mail…
A Internet facilita tanto as coisas às pessoas…
Já não me lembro da última vez que fui ao banco espaço físico. Faço sempre tudo no site do banco: carregamento do telemóvel, pagamentos, etc, etc.
Já não me lembro a última vez que comprei um jornal de papel… É aos jornais digitais que recorro se quero saber o que se vai passando mundo, a crítica a este ou aquele filme, a crítica o jogo da selecção, etc, etc.
A Internet simplificou miraculosamente a vida das pessoas.
Se eu tivesse o teu mail de certeza que tudo seria mais simples!
Podia finalmente enviar-te a bendita carta que venho ditando às entranhas da minha alma. Era só encher o rectângulo branco-éter de caracteres e clicar com o rato no ENVIAR.

Sim, esse terá de ser o próximo passo.

Primeiro descobri o teu nome, agora tenho de descobrir o teu mail.

Guardo esta imagem como anexo do mail que não me decido a enviar-te.
Uma imagem à imagem da minha vida.
Cinzenta, inóspita, estéril – como é a minha vida sem ti.

Pois... mas olha que o conteúdo da foto, que é excelente, contem milhões de anos de História... Sat 11-Sep-2004 15:42
Posted by:Herzog  - [Link]
A vida pode ser Cinzenta, inóspita, estéril sem esse amor...mas o sentimento esse está vivo dentro de ti, existe...não desistas, lutar é sempre uma opção e a esperança é sempre a ultima a morrer! A foto é excelente Sun 12-Sep-2004 09:40
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
Wonderful textures! Tue 14-Sep-2004 00:00
Posted by:Steve Troy  - [Link]
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Friday, 10-Sep-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Matriz

 
Sempre gostei de observar as outras pessoas. Às vezes estava num café a ver o telejornal, por exemplo, e não consigo resistir a olhar para trás e observar a cara dos outros espectadores.

A melhor forma de “apanhar” uma pessoa é quando ela não está à espera – quando está completamente desprevenida e à mercê da nossa curiosidade.

Foi assim que “apanhei” o meu falecido marido. Ia a atravessar uma rua movimentada e reparei num homem alto de olhar inteligente – não o inteligente de saber muitas coisas, mas o inteligente de saber lidar com a vida. Quando os olhos dele caíram sobre os meus, eu percebi logo que nos íamos casar.
Eu apanhei-o e depois apanhou-me ele a mim.

Mas isso foi há muitos anos atrás. Muito antes dos médicos me receitarem para os meus problemas de reumatismo umas belas férias na praia da Consolação.

A melhor forma de “apanhar” uma pessoa é quando ela não está à espera – quando está completamente desprevenida e à mercê da nossa curiosidade.
Aprendi sempre mais sobre as pessoas a observá-las do que a conversar com elas.

Podia levantar os olhos e observar o grupo de crianças ruidosas ali à minha esquerda ou apreciar disfarçadamente o grupo de rapazes e raparigas da minha idade um pouco atrás de mim.

Acho que a verdadeira velhice chega quando desistimos das pessoas – quando elas deixam de nos cativar e surpreender a cada instante.

fabulous foto. perspective is amazing Fri 10-Sep-2004 21:39
Posted by:danielle jersey1113@aol.com  - [Link]
Que saudades...praia da consolação...e daquele pão com chouriço. Grandes momentos, pensamentos vive nesta praia tão rebelde! Esta imagem traz-me grandes recordações! Parabéns Sun 12-Sep-2004 09:52
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
Mon 29-Nov-2004 01:01
Posted by:josti  - [Link]
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Tuesday, 31-Aug-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
Um passeio no parque

 
 
 
Um passeio é sempre uma coisa que me acalma e relaxa profundamente. E é uma forma como outra qualquer de passar o tempo.

Olho as estátuas espalhadas pelo parque.

Não parece que aquela se mexeu?

A minha vida é demasiado pequena para me escapar um pormenor que seja.

EU IA JURAR QUE AQUELA ESTÁTUTA SE MEXEU.

Lembro-me instintivamente daquele jogo das estátuas que jogava em criança.
Como é que era aquilo?
Esperem… já me lembro!
Os meus colegas da escola alinhavam-se na vedação da escola e eu voltava-me de costas e contava
- Um, Dois, Três, Macaquinho de Chinês!,
virando-me repentinamente para eles.
Todos os que eu via ainda a mexer saíam do jogo.
Então eu virava-me outra vez, contando:
- Um, Dois, Três, Macaquinho de Chinês!,
e voltava-me o mais depressa possível, pois ganhava o que conseguisse petrificar-se sucessivamente até tocar na parede onde eu amochava para contar, destronando-me.
E eu queria prolongar ao máximo o jogo, pois, quando eu trocasse de lugar com o vencedor, nunca conseguiria chegar à parede.
Nunca consegui ganhar.
A minha sorte era a escolha para o primeiro jogo ser feito por ordem alfabética.

E se eu jogasse agora com estas estátuas? Ainda fecho os olhos para começar a contar
- Um, Dois, Três, Macaquinho de Chinês!,
mas reparo a tempo no casal que se aproxima com um bebé, também no seu passeio diário.
Coço o queixo como se estivesse a pensar numa coisa qualquer muito importante e recomeço a andar.

Era divertido aquele jogo.… Já não me lembrava dele há uma data de anos. Era quase como se estivesse esquecido… Mas eu nunca me esqueço de nada.

A minha vida é demasiado pequena para eu me esquecer do que quer que seja.

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Simplesmente agradável! Tue 31-Aug-2004 23:31
Posted by:Herzog  - [Link]
great shots A.M. Wed 1-Sep-2004 00:55
Posted by:Mark  - [Link]
Nice clean shots!! Wed 1-Sep-2004 02:04
Posted by:Steve Troy  - [Link]


Thursday, 26-Aug-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
PRINCIPIOS DE ESTAÇÃO I

Olá Primavera
Olá primavera.

………………………………………………………………………………………………………………………………………..............................

O ciclo reabre-se dentro de si próprio – isto não é um princípio, mas sim um recomeço.

Apesar de todas as resistências, o branco pálido do mundo transforma-se numa multidão de cores com a chegada do azul do céu.

As flores explodem por toda a paisagem, renovando os dias e os olhos de quem passa.

Poderei dizer que estes dias são uma casa com janelas para a vida, mas sem portas por que sair?

Por um instante acredito estar perante uma terrível sensação de dejá vu, como se o tempo na minha vida não fosse contínuo, mas sim circular – estando eu condenado a viver para sempre a mesma idade de juventude e inconsequência, impedido de crescer, de amadurecer, predestinado a cometer os erros de sempre ainda uma e outra vez… ad eternum…

……………………………………………………………………………………………………………………………………………................…..

Algum zelador incógnito do grande circo do mundo, trocou as pilhas que mantém em funcionamento as câmaras deste circuito fechado que é a minha existência.

Fabulous photo...nicely composed. Sat 28-Aug-2004 23:24
Posted by:Steve Troy  - [Link]
Tão simples e tão bela, têm o seu encanto Sun 29-Aug-2004 00:56
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
Sun 29-Aug-2004 21:04
Posted by:dottedstripes  - [Link]
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Wednesday, 25-Aug-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
PRINCIPIOS DE ESTAÇÃO II

Férias de Verão
O Verão espreita…

……………………………………………………………………………………………………….........................................................

O calor instiga todos a largarem tudo o que estão a fazer e acorrerem em romaria às praias.

Como formigas, as pessoas saltitam sobre a areia a ferver, para mergulhar na frieza do mar litoral oeste.
Outros mais avisados tomaram o caminho do sul.

Os dias passam sem pesar, apesar dos pesares de cada um.

As noites são quentes, os amores escaldantes… breves, mas escaldantes... à semelhança de fósforos que se consomem a si próprios numa vaga e vã promessa da eternidade.

………………………………………………………………………………………………………...........................................................

Se alguém dissesse que estes dias têm o tempo contado, provavelmente acabaria linchado pela populaça.

Thu 26-Aug-2004 04:19
Posted by:Mark  - [Link]
VERY nice Thu 26-Aug-2004 18:05
Posted by:danielle jersey1113@aol.com  - [Link]
o que faz o calor Wed 2-Feb-2005 13:00
Posted by:virginia ginahorta_pt@hotmail.com
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Tuesday, 24-Aug-2004 00:00 Email | Share | | Bookmark
PRINCIPIOS DE ESTAÇÃO III

Sorte
O Outono chegou.

……………………………………………………………………………………………….............................................................................

As árvores começam a perder as folhas, como anciões que perdem os cabelos.

O vento arrasta a sobriedade dos tons que caíram dos ramos das árvores, sacrificados a um desígnio superior para quem a beleza não é um fim mas antes um meio.

O odor da terra é o segredo da fórmula da própria vida.

As texturas do Dia são a tristeza das mágoas mal guardadas da Noite.

Estes são os primeiros sinais de decadência – a idade transitória para uma era glacial que transformará irremediavelmente a face do planeta.

O chão molhado reflecte as cores dum arco-íris imaginário a quem o sol roubou a alma.

……………………………………………………………………………………………………..................................................................

Todas as palavras se conjugam já no tempo do verbo morrer… mas soletram-se ainda com um ligeiro tom de esperança… como se morrer e renascer fossem só uma e apenas a mesma coisa.

A brilliant job.....nice in black and white!! Tue 24-Aug-2004 22:52
Posted by:Steve Troy  - [Link]
Tue 24-Aug-2004 23:00
Posted by:josti  - [Link]
Que palavras tão belas verdadeiras, que fotografia tão fantástica , os meus sinceros parabés o seu trabalho é magnifico Tue 24-Aug-2004 23:23
Posted by:Rita Salvado ritasalvado@netcabo.pt  - [Link]
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